Bancários de todo o Brasil fazem paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira

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Matheus Dias

20 de agosto de 2026

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Mobilização ocorre após impasse nas negociações com a Fenaban; em Sorocaba, agências aderiram ao movimento, enquanto em Jundiaí a adesão supera 90%

Bancários de todo o Brasil fazem paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira

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Bancários de todo o Brasil cruzam os braços nesta quinta-feira (20) em uma paralisação nacional de 24 horas. O movimento, anunciado pelo Comando Nacional dos Bancários, é uma resposta ao impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ainda não apresentou um índice de reajuste salarial à categoria.

Em Sorocaba, a diretoria do Sindicato dos Bancários da região esteve nas agências orientando os trabalhadores e reforçando a mobilização. A paralisação na cidade foi aprovada em assembleia realizada no último dia 17 de agosto, e diversas agências aderiram ao movimento. Diretores do sindicato também acompanharam a mobilização em outras cidades da região.

Em Jundiaí, a adesão foi ainda mais expressiva: mais de 90% das agências da cidade e região estão paralisadas nesta quinta-feira. O Sindicato dos Bancários local reforçou que a categoria cobra respeito e uma proposta condizente com a realidade do setor.

O que pede a categoria

Entre as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários estão 5% de aumento real nos salários, além da reposição da inflação, elevação do piso salarial, reajuste nos valores de vale-refeição e vale-alimentação e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).

Na Caixa Econômica Federal, a mobilização também inclui a defesa do plano de saúde dos funcionários e por critérios mais justos nos programas de remuneração variável.

Segundo a presidente do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, já foram realizadas oito rodadas de negociação com a Fenaban, sendo a última na terça-feira (18). Na ocasião, a categoria rejeitou uma proposta que previa reajustes diferenciados por faixa salarial e congelamento do piso de ingresso para novos bancários.

“A categoria não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais. Os bancários e bancárias estão mobilizados e sabem que são eles, ao lado do sindicato, que fazem a campanha nacional”, afirmou Neiva Ribeiro.

Desigualdade no setor

Sindicatos que representam a categoria destacam a disparidade entre o desempenho financeiro dos bancos e as condições de trabalho oferecidas aos funcionários.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, o setor bancário registrou em 2025 um patrimônio líquido de R$ 1,2 trilhão. No mesmo período, entre 2015 e 2025, o setor fechou 88 mil postos de trabalho e nove mil e quinhentas agências no país.

Como fica o atendimento

As agências não fecham automaticamente por determinação do movimento — a paralisação depende da adesão individual de cada trabalhador. Por isso, a orientação para os clientes é verificar diretamente o funcionamento da agência que costumam utilizar.

Serviços digitais e caixas eletrônicos não são afetados pela paralisação. Operações como Pix, transferências, pagamento de boletos e consultas a saldos e extratos seguem funcionando normalmente pela internet e pelos aplicativos dos bancos.

A expectativa é de que a Fenaban realize uma reunião entre os bancos nesta sexta-feira (21), com uma nova rodada de negociação com o Comando Nacional prevista para a próxima segunda-feira (24).

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