Suspeito de feminicídio de haitiana em Votorantim é preso após ser localizado no Suriname

Policial, Votorantim | 0 Comentários

Kathleen Moneta

4 de agosto de 2026

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Após cinco meses de investigação, Polícia Civil localizou o principal suspeito no Suriname e aguarda transferência para Sorocaba

Imagem: Polícia Civil

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O principal suspeito do feminicídio da haitiana Esther, de 39 anos, em Votorantim, foi preso após ser localizado no Suriname, neste sábado (1°). O caso veio à tona no dia 11 de março. As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada hoje (4).

O caso começou a ser investigado após o desaparecimento da vítima. Durante as diligências, policiais encontraram vestígios de sangue na residência onde ela morava e, posteriormente, localizaram partes do corpo em uma área de mata nos fundos do imóvel, no Jardim Tatiana.

Segundo o delegado Rodrigo Ayres, responsável pela investigação, o uso de ferramentas tecnológicas permitiu identificar rapidamente o ex-companheiro da vítima, Anglade Charles, de 36 anos, como principal suspeito. A Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, que já havia deixado o Brasil.

Com a suspeita de fuga internacional, o nome de Anglade Charles foi incluído na lista vermelha da Interpol. As investigações apontaram que ele estava no Suriname, onde utilizava uma identidade falsa e trabalhava de maneira informal.

A partir do intercâmbio de informações entre a Polícia Civil, a Polícia Federal e a polícia do Suriname, o suspeito foi localizado, preso e deportado por ser considerado pessoa não grata naquele país. Ele desembarcou no Brasil, passou por Belém (PA) e, após audiência de custódia, permaneceu preso. Atualmente, está detido em Guarulhos, enquanto a Polícia Civil solicita sua transferência para Sorocaba para a conclusão do inquérito.

De acordo com as investigações, Esther e Anglade eram haitianos e vieram ao Brasil em busca de melhores condições de vida. O casal tinha um filho de três anos e, segundo a polícia, vivia um relacionamento marcado por constantes desentendimentos. Eles estavam separados, e o investigado não aceitava o fim da relação. A vítima também era mãe de outros dois filhos. Os três atualmente estão sob os cuidados da irmã da Esther.

Ainda conforme o delegado, durante a prisão, Anglade Charles confessou informalmente o crime e indicou onde estariam a cabeça e as mãos da vítima. Equipes realizaram novas buscas nos locais apontados, mas essas partes do corpo ainda não foram encontradas.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os restos mortais que ainda estão desaparecidos e concluir a investigação.

Segundo a investigação, testemunhas relataram discussões frequentes entre o casal, episódios de agressões e ameaças atribuídas ao suspeito. A vítima, inclusive, possuía medida protetiva contra o ex-companheiro.

O investigado deve responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

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