Além de aproveitar pratos típicos, o público contribui com 28 entidades assistenciais que participam do evento
Operação investiga organização criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais e movimentar cerca de R$ 520 milhões em cinco anos.
Imagem: Divulgação / Ministério Público de Minas Gerais
Além de aproveitar pratos típicos, o público contribui com 28 entidades assistenciais que participam do evento
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil de Minas Gerais deflagraram, nesta quinta-feira (26), uma operação com foco no combate a fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e teve como um dos principais alvos a cidade de Boituva.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, cumpridos em municípios paulistas, com destaque para Boituva, além de São Paulo, Santo André e São Caetano do Sul. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos, veículos e outros bens que passarão por análise.
De acordo com as investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada a partir de cidades dos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Segundo o MPMG, o grupo movimentou cerca de R$ 520 milhões nos últimos cinco anos, com base em dados obtidos após quebras de sigilo bancário e fiscal.
O principal golpe identificado é o chamado “falso leilão”. Criminosos criavam sites fraudulentos que simulavam plataformas legítimas de venda de veículos. Após a falsa arrematação, as vítimas eram induzidas a fazer pagamentos via Pix para contas ligadas ao esquema. Mais de 250 pessoas teriam sido prejudicadas apenas no último ano.
Durante as três fases da operação, 56 pessoas foram investigadas, com 36 mandados de prisão preventiva e 77 de busca e apreensão expedidos. Também foram identificadas mais de 30 empresas utilizadas para lavagem de dinheiro.
A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 260 milhões, sendo que cerca de R$ 40,9 milhões já foram efetivamente retidos, incluindo valores em contas bancárias, imóveis, veículos e motos aquáticas.
Ainda de acordo com o MP, foram identificados investigados com possíveis vínculos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações seguem em andamento.
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