Segundo a Defesa Civil, período entre junho e outubro é considerado a fase vermelha para incêndios
Entre as práticas mais graves estão os chamados golpes do “Fake Cable” e do “Fake Power”.
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Golpistas têm ampliado a atuação em diferentes setores da economia, e o mercado de energia solar não ficou de fora. Denúncias recentes apontam a existência de esquemas fraudulentos na venda de cabos voltados a equipamentos fotovoltaicos, que podem causar prejuízos financeiros aos consumidores e até colocar em risco a segurança de imóveis e usinas solares. Entre as práticas mais graves estão os chamados golpes do “Fake Cable” e do “Fake Power”.
Empresas estariam comercializando cabos solares de baixa qualidade, com menor resistência e durabilidade, como se fossem produtos superiores. Para dar aparência de legitimidade, os materiais recebem etiquetas e identificações falsas. Além do prejuízo com o investimento, o uso desses cabos representa um risco elevado de superaquecimento e incêndio, especialmente em residências e sistemas de geração distribuída.
Especialistas alertam que essa prática pode ocorrer por meio de rotulagem fraudulenta ou pela venda de lotes mistos, nos quais produtos inferiores são comercializados como se fossem de alto desempenho. Além do impacto econômico, a fraude gera desconfiança no setor e prejudica empresas sérias que atuam no mercado. Para evitar cair nesse tipo de golpe, consumidores devem exigir o datasheet dos equipamentos, verificar a certificação do Inmetro, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e optar por empresas integradoras reconhecidas. A venda de produtos com especificações técnicas falsas é crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, e pode resultar em sanções legais para os responsáveis.
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