Paralisação começou às 12h desta quinta-feira (22), empresa alegou falta de repasse da Prefeitura, que informou ter iniciado os pagamentos
Três casos estão em investigação em Jundiaí e há dez mortes notificadas em todo o estado, segundo a Secretaria da Saúde de SP
Foto: Pablo Jacob
Paralisação começou às 12h desta quinta-feira (22), empresa alegou falta de repasse da Prefeitura, que informou ter iniciado os pagamentos
Em nota publicada nas redes sociais, a empresa informou que encerrou as atividades após enfrentar uma crise financeira e esgotar os recursos para manter o negócio.
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Os casos suspeitos de intoxicação por metanol aumentaram em Jundiaí, que agora tem três ocorrências sob investigação. Em Mairinque foi registrado o primeiro caso suspeito, enquanto a suspeita em Itu foi descartada, conforme atualização divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Em todo o estado, já são 176 ocorrências de intoxicação por metanol, sendo 18 confirmadas e 158 ainda em investigação. Há dez mortes notificadas, três delas confirmadas e sete em apuração. As vítimas confirmadas são dois homens, de 48 e 54 anos, da capital paulista, e uma mulher, de 30, de São Bernardo do Campo.
A Secretaria alerta que a intoxicação por metanol é grave e pode causar cegueira permanente e até a morte. O produto pode estar presente em bebidas alcoólicas adulteradas e clandestinas. As unidades de saúde tratam como suspeitos os pacientes com sintomas como tontura, dor abdominal, náusea, vômito e visão turva, até a conclusão dos exames laboratoriais.
O órgão orienta que pessoas com sintomas após o consumo de bebida alcoólica procurem atendimento médico imediato, ressaltando que o socorro nas primeiras seis horas é essencial. Para agilizar o atendimento, o governo estadual distribuiu 2.500 ampolas de álcool etílico absoluto à rede pública.
A força-tarefa estadual de combate à falsificação de bebidas interditou 11 estabelecimentos e apreendeu mais de 100 mil garrafas vazias em um galpão clandestino na zona leste de São Paulo, além de 6 mil garrafas com bebidas sem comprovação de origem. Desde janeiro, 42 pessoas foram presas, sendo 21 apenas na última semana.
As investigações apontam que o metanol pode estar sendo usado para lavar embalagens ou aumentar o volume das bebidas. Duas amostras analisadas confirmaram a presença da substância em níveis acima do permitido por lei.
As análises das amostras são feitas pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense da USP de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Adolfo Lutz. A Secretaria também reforçou o estoque com 2 mil novas ampolas do medicamento utilizado no tratamento da intoxicação por metanol.
Denúncias sobre bebidas adulteradas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou no site da Polícia Civil. O Procon-SP também recebe registros pelo Disque 151 e pelo site do órgão.
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