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De janeiro a maio de 2025, cidade já registrou quase 200 interrupções no fornecimento de energia causadas por pipas
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Soltar pipa é uma brincadeira tradicional que encanta crianças e adultos, mas pode oferecer riscos graves quando não é feita de forma segura. Em Sorocaba, o uso de linhas cortantes e a proximidade da rede elétrica preocupam moradores e autoridades.
Durante a semana, o canteiro central do Jardim Santa Bárbara, na zona oeste da cidade, fica vazio. Porém, aos fins de semana, o local se transforma em um grande ponto de encontro para quem quer empinar pipa. Apesar de ser uma área ampla, há redes elétricas por perto — e as dezenas de pipas enroscadas nos fios mostram o perigo.
De acordo com a CPFL Piratininga, concessionária responsável pelo fornecimento de energia em Sorocaba, entre janeiro e maio de 2025 foram registradas 196 interrupções no serviço provocadas por pipas — um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Jundiaí, foram 131 ocorrências, contra 98 nos cinco primeiros meses de 2024.
Segundo Marcos Amorim, consultor de relacionamento da CPFL, o uso de cerol ou linha chilena agrava ainda mais a situação. Esses materiais são proibidos por lei no estado de São Paulo, pois são altamente cortantes e conduzem eletricidade, aumentando os riscos de acidentes.
Um morador do bairro, que preferiu não se identificar, relatou que o uso dessas linhas é frequente. “Já vi acidente e até falta de luz por causa disso”, disse. Segundo ele, os encontros são combinados por grupos de WhatsApp, e faltam fiscalização e medidas preventivas no local.
Ele não é contra a prática de empinar pipas, mas defende que seja feita com segurança e dentro da legalidade, sem colocar a população em risco.
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