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Patos seguem em recuperação e CETESB deve divulgar laudos na próxima semana; parque permanece interditado
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A coloração azul provocada pelo vazamento de corante no Parque Botânico de Jundiaí está se dissipando. As análises laboratoriais da água e dos peixes recolhidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) devem ser finalizadas até o fim desta semana. Com os dados de campo levantados pelos técnicos, as informações vão embasar eventuais medidas administrativas contra os responsáveis pelo acidente.
Ao longo do Rio Jundiaí, a tonalidade da água já é quase imperceptível e, em Indaiatuba, a água voltou à coloração normal, sem riscos para a população. A degradação natural da substância no lago continua e apresenta redução gradual do tom azulado.
Dois dias após o vazamento, os patos atingidos pela substância começaram a apresentar melhora. As penas, antes tingidas de azul, estão recuperando a cor natural. Os animais seguem sob os cuidados da ONG Mata Ciliar e cerca de 30 aves ainda permanecem no local, devendo ser transferidas nos próximos dias.
Além dos patos, outras espécies que habitam o parque, como uma família de capivaras, também foram monitoradas. A orientação é isolar os animais e evitar qualquer contato com a água contaminada.
O acidente ocorreu na terça-feira (13), quando um caminhão carregado com cerca de duas toneladas de corante à base de ácido acético colidiu com um poste. Com o impacto, a carga escoou pela pista, atingindo uma boca de lobo conectada ao lago. O veículo pertence a uma transportadora terceirizada e há suspeita de falha mecânica.
Desde a tarde de sexta-feira (16), o Parque Botânico de Jundiaí permanece interditado. Uma placa improvisada avisa sobre o fechamento, e a água do lago ainda exibe forte coloração azul. O vazamento já provocou a morte de centenas de peixes e segue sob investigação.
A CETESB alertou cidades vizinhas, como Itupeva e Indaiatuba, além de empresas que captam água do Rio Jundiaí, para que suspendessem temporariamente o uso para consumo humano. O Ministério Público abriu inquérito para investigar os danos ambientais e apurar responsabilidades.
A Prefeitura de Jundiaí informou que monitora a situação com coletas em três pontos: área do vazamento, queda d’água do lago e trecho posterior do córrego que segue para o rio. A previsão é que a recuperação total do ecossistema aconteça com o auxílio de chuvas e da movimentação da água, que ajudarão a diluir o corante.
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